Terruá Pará encanta turistas na festa do Sairé, em Santarém

  O show Terruá Pará, realizado na noite desta quinta-feira (15), primeiro dia da festa do Sairé, que acontece na vila de Alter do Chão, há 30 quilômetros do município de Santarém, no oeste do estado, reuniu pessoas de diversas partes do país. O Sairódromo, palco das apresentações, ficou lotado de pessoas que assistiram as apresentações de 45 artistas paraenses.   “Estou achando incrível o show Terruá Pará, fiquei maravilhada com a música dos artistas paraenses. Não tinha conhecimento desse nível de qualidade musical no Pará. Estou achando o máximo todas as apresentações”, disse a antropóloga Inara Nascimento Tavares, que é paulista e pela primeira vez teve contato com a produção musical do Pará.   Já para a carioca Priscila Castro, o show foi uma revelação muito agradável. “Estou impressionada com a diversidade musical. Em um único show tive a oportunidade de apreciar vários estilos de música, todos com uma qualidade indiscutível. Estou impressionada”, disse.   Um dos destaques do show foi o violonista santareno Sebastião Tapajós. “Todas as apresentações até hoje foram muito bem aceitas. Espero que os santarenos também tenham gostado do show, pois para mim é ...

Tem Terruá Pará no Sairé 2011

  Uma novidade no Sairé deste ano é o show Terruá Pará, promovido pelo governo do Estado, que acontece nesta quinta, no Sairódromo, a partir das 22 horas, reunindo 45 artistas paraenses de várias vertentes musicais, com entrada franca. Um dos destaques é o violonista santareno Sebastião Tapajós.   O Terruá Pará reunirá na vila de Alter do Chão ritmos e sonoridades que formam a rica diversidade musical amazônica. Carimbó, guitarrada, tecnobrega, chorinho, MPB tradicional e muitos outros ritmos estão nesse encontro que sintetiza a variada e original expressão musical do Pará.   Estão no show Gaby Amarantos, Edilson Moreno, Charme do Choro, Dona Onete, Sebastião Tapajós, Pio Lobato, Mestre Solano, Felipe e Manoel Cordeiro, Orquestra de Violoncelos da Amazônia, Paulo André Barata, Gang do Eletro, Carimbó Uirapuru de Marapanim e ainda as cantoras Lia Sophia e Luê Soares.   Eles são acompanhados por uma banda base que reúne alguns dos maiores músicos paraenses: Luiz Pardal (maestro e arranjador), Félix Robatto (guitarra), Pio Lobato (banjo), Adriano Sousa (bateria), Calibre (baixo), Esdras Souza (saxofone) e Trio Manari (percussão).   O nome, vindo do francês “terroir”, traduz o que há de especial e único em uma região, mas com um sotaque caboclo, que dá todo o sentido para a reunião que se ...

Sobre o Sairé

  O que é o Sairé?   Danças, rituais religiosos, músicas e teatro formam a essência da festa do Sairé, realizada todo mês de setembro na Vila de Alter do Chão, no município de Santarém, oeste do Pará. Emocionante e encantador, o Sairé atrai, a cada ano, milhares de pessoas de todas as partes do mundo.   Do hasteamento de mastros, parte da programação de cunho religioso, aos shows culturais, a festa acontece durante cinco dias na praia de Alter do Chão. É mais antiga manifestação cultural da região amazônica, realizada há mais de 300 anos, herança da colonização portuguesa.   À “materialização” da Santíssima Trindade, o colorido símbolo do Sairé, os índios acrescentaram a parte festiva, com músicas e danças. “Com o tempo, outras atrações passaram a integrar a manifestação”, explica o historiador Hélcio Amaral. A festa inicia sempre na primeira quinta-feira após o 7 de setembro.  

Símbolos e Personagens

  O símbolo do Sairé é constituído por um semicírculo, confeccionado com cipó torcido, algodão, flores e fitas coloridas. Uma cruz no topo do semicírculo e outras três cruzes ao centro completam o símbolo, representando Deus no topo e o mistério da Santíssima Trindade.   A festa começa com o hasteamento de dois mastros enfeitados por dois grupos, um de homens e outro de mulheres, na Vila de Alter do Chão. À noite inicia a procissão, com o símbolo do Sairé levado por uma mulher, chamada de Saiapora, até a barraca onde acontecem as ladainhas, seguidas por danças folclóricas.   Com o passar dos anos, os moradores da vila, descendentes dos índios Borari, acrescentaram à festa outras manifestações, como as danças do curimbó, puxirum, lundu, camelu, desfeiteira, valsa da ponta do lenço, marambiré, quadrilha, cruzador tupi, macucauá e cecuiara.

Disputa de Botos

  O ápice da programação cultural é a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, espetáculo em que duas associações apresentam a lenda do boto, um jovem e belo rapaz vestido de branco e usando chapéu, que sai à noite das águas para seduzir a mais bela cabloca ou cunhã - como são chamadas as moças da região. Todos os anos, as associações escolhem uma temática para a disputa, que acontece no espaço chamado de Sairódromo.   No último dia, uma segunda-feira, acontece a “varrição da festa”, a derrubada dos mastros, o marabaixo, a quebra-macaxeira e um grande almoço de confraternização chamado “cecuiara”. O encerramento é à noite, com a festa dos barraqueiros.

Origem da Disputa de Botos

  Conta a lenda do boto da Amazônia que um jovem e belo rapaz de vestes brancas e chapéu na cabeça seduz a mais bela cabloca ou cunhâ, como são chamadas as moças da região. A história é contada de uma forma muito alegre pelas associações dos botos Tucuxi e Cor de Rosa, com dança, teatro e música, compondo um belo espetáculo. Para contar a lenda, a cada ano, as associações dos botos escolhem uma temática que norteia a lenda, e disputam entre si a mais bela apresentação. Este ano, a temática do Tucuxi é “O encanto do Sairé”, que abordará a origem do Sairé. Já o tema do Cor- de Rosa será “Santarém, um poema de amor”, que contará a história no município de Santarém.   Origem- Segundo o presidente do Centro Comunitário da Vila, Mauro Vasconcelos, as apresentações dos botos foram incorporadas à festa do Sairé, em 1997, a partir de uma iniciativa dos próprios moradores da Vila de Alter do Chão. Um grupo local, o Cheiro do Sairé, apresentava a lenda de forma coreografada. Em 1997, os moradores reuniram-se e decidiram apresentar a lenda incluindo dois botos, o Tucuxi e o Cor de Rosa.   A idéia agradou tanto que no ...